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Autoria, data e contexto
2 Reis continua a narrativa iniciada em 1 Reis e acompanha os reinos de Israel e Judá até a queda de Jerusalém. O texto não identifica seu redator final. A Catholic Encyclopedia registra propostas de composição ligadas ao exílio e discute o uso de registros régios anteriores. A divisão moderna em dois livros separa uma história contínua; na tradição latina, 2 Reis também recebeu o nome de Quarto Livro dos Reis.
Estrutura dos 25 capítulos
Em 1–8 predominam Elias, Eliseu e os reis com quem se encontram. Os capítulos 9–16 seguem as mudanças violentas de dinastia no norte e os reinados paralelos em Judá. O capítulo 17 relata a queda de Samaria. Em 18–20, Ezequias enfrenta a Assíria; 21–23 passam por Manassés e pela reforma de Josias. Os capítulos 24–25 narram a conquista babilônica e o destino de Joaquim.
Temas e passagens-chave
A sucessão de Elias por Eliseu em 2:1–15 une os ciclos proféticos. A cura de Naamã em 5 mostra um estrangeiro acolhendo a palavra do profeta, ao passo que Geazi tenta obter pagamento. O relato de 17:7–23 interpreta a perda de Samaria à luz da infidelidade de Israel. A leitura do livro da lei em 22 e a aliança em 23 aproximam reforma e julgamento; a libertação de Joaquim em 25:27–30 deixa uma abertura após a destruição.
Resumo por partes
1–8: Elias confronta Acazias e é levado ao céu; Eliseu atua entre famílias, soldados e reis, com episódios de provisão, cura e cerco.
9–17: Jeú derruba a casa de Acabe. A alternância entre Israel e Judá culmina na conquista de Samaria e no deslocamento de seus habitantes.
18–23: Ezequias resiste à ameaça assíria, ora e recebe resposta por Isaías. Depois dos reinados de Manassés e Amom, Josias encontra o livro da lei e conduz uma reforma.
24–25: A Babilônia submete Judá, sitia Jerusalém e destrói o templo. Gedalias é assassinado; o fecho registra a mudança na condição de Joaquim no exílio.
Recepção e transmissão
O livro integra os Profetas Anteriores na Bíblia hebraica e os livros históricos nos arranjos cristãos. A tradição grega e latina contou Samuel e Reis como quatro livros dos Reinos, o que explica a antiga designação Quarto Livro dos Reis. Sua conclusão não elimina o exílio: o último episódio se passa na corte babilônica, com Joaquim ainda fora de Jerusalém.
Fontes
- Joseph Schets, Third and Fourth Books of Kings (1910).