Ele fala de novo, portanto, a eles acerca destas coisas: Por que jejuais por Mim, diz o Senhor, de modo que a vossa voz é ouvida hoje a clamar em alta voz? Este não é o jejum que escolhi, diz o Senhor; não um homem que humilha a sua alma;
2ainda que dobrásseis o pescoço como um arco, e vos vestísseis de saco e fizésseis a vossa cama de cinza, nem assim chamareis jejum aceitável.
3Mas a nós Ele diz: Eis que este é o jejum que escolhi, diz o Senhor: solta todas as ataduras da maldade, desata as cordas apertadas dos contratos forçados, deixa ir livres os quebrantados e despedaça todo vínculo injusto. Reparte o teu pão com o faminto, e se vires um nu, veste-o; introduz na tua casa o desabrigado, e se vires um homem humilde, não o desprezarás, nem o desprezará qualquer um da tua casa e da tua própria descendência.
4Então romperá a tua luz como a manhã, e a tua cura brotará depressa, e a justiça irá adiante da tua face, e a glória de Deus te cercará.
5Então clamarás e Deus te ouvirá; enquanto ainda estás falando, Ele dirá: 'Eis-Me aqui'; se tirares de ti o jugo e o estender do dedo e a palavra de murmuração, e deres o teu pão ao faminto de coração e tiveres piedade da alma humilhada.
6Para este fim, portanto, meus irmãos, Aquele que é longânimo, prevendo que o povo que preparara no Seu bem-amado creria com simplicidade, manifestou-nos de antemão tudo, para que não naufragássemos, como noviços, na lei deles.