LUX VERITAS

Biblioteca de Textos Sagrados

Antigo Testamento

Jeremias

Yirmeyahu

52 capítulos · leitura e narração

Nota de leitura

O profeta que chorou: quatro décadas avisando de uma queda que ninguém queria ouvir, até vê-la acontecer. Inclui a promessa da nova aliança escrita no coração.

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Autoria, data e contexto

A abertura apresenta Jeremias, filho de Hilquias, sacerdote de Anatote, e situa suas palavras desde o reinado de Josias até a deportação de Jerusalém. Sua atuação atravessa os últimos reis de Judá e a expansão babilônica. O capítulo 36 mostra Baruque escrevendo palavras ditadas pelo profeta e depois preparando outro rolo. Assim, o próprio livro descreve participação de um escriba; não se deve atribuir automaticamente cada linha da forma final à pena de Jeremias. O capítulo 52, após o encerramento de 51:64, relata a queda da cidade em forma de apêndice histórico.

Estrutura dos cinquenta e dois capítulos

Os capítulos 1–25 reúnem vocação, denúncias contra Judá e anúncios de invasão. Em 26–29, confrontos com autoridades e profetas rivais acompanham uma carta aos deportados. Os capítulos 30–33 concentram promessas de retorno e renovação. Em 34–45, narrativas cercam a queda de Jerusalém e seus desdobramentos. Oráculos contra outras nações ocupam 46–51; o capítulo 52 recapitula a destruição e termina com a libertação de Joaquim do cárcere.

Temas e passagens-chave

No discurso do Templo, em 7:1–15, a confiança no edifício é contestada quando a vida pública tolera injustiça. A visita ao oleiro em 18:1–11 associa o destino de uma nação à sua resposta. Jeremias 29:4–7 orienta os exilados a viver e buscar o bem da cidade onde estão. Em 31:31–34, a promessa de uma nova aliança fala de lei escrita no coração e perdão. O livro combina advertência, lamento pessoal e esperança, sem reduzir a ruína de Jerusalém a um único episódio.

Resumo por partes

Em 1–25, Jeremias recebe sua vocação, denuncia idolatria e opressão, anuncia o avanço do inimigo e enfrenta rejeição. Em 26–29, a pregação no Templo quase lhe custa a vida; o jugo simbólico e a disputa com Hananias contrapõem submissão à Babilônia e promessas rápidas de paz. A carta do capítulo 29 se dirige aos deportados. Em 30–33, a restauração de Israel e Judá inclui a nova aliança e a compra de um campo como sinal de futuro. Em 34–45, o cerco, a leitura e destruição do rolo, a prisão do profeta, a queda da cidade e a fuga de sobreviventes ao Egito são narrados em diferentes cenas. Em 46–51, Egito, Moabe, Amom e outras nações recebem oráculos, culminando em Babilônia. O capítulo 52 registra a destruição e a sorte posterior de Joaquim.

Recepção e transmissão textual

Jeremias pertence aos Profetas da Bíblia hebraica e aos Antigos Testamentos cristãos. Sua forma grega antiga é mais curta e coloca os oráculos contra as nações depois do capítulo 25, em ordem diferente da forma hebraica seguida nesta edição. Isso explica por que uma referência de capítulo pode não corresponder diretamente entre essas tradições textuais. Lamentações e Baruque aparecem como livros próprios neste acervo.

Fontes

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