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Autoria, data e contexto
A abertura atribui a palavra a Joel, filho de Petuel (1:1), mas não oferece reinado ou acontecimento datável. A introdução da USCCB considera provável uma composição depois do exílio, talvez entre 450 e 400 a.C., com base no destaque aos sacerdotes, ao culto organizado e na ausência de rei. A data continua uma inferência, não uma informação declarada pelo livro. A crise agrícola de gafanhotos e escassez serve como ponto de partida para o anúncio do dia do Senhor.
Estrutura dos três capítulos
A edição deste acervo reúne o livro em três capítulos. O primeiro lamenta a devastação da lavoura e convoca jejum. O segundo amplia o alerta, chama à conversão e anuncia resposta divina: alimento renovado e derramamento do espírito. O terceiro descreve o julgamento das nações e a segurança de Sião. Algumas edições, entre elas a da USCCB, repartem o material final em capítulos 3 e 4; aqui todas as referências seguem o arquivo local.
Temas e passagens-chave
As várias designações de gafanhotos em 1:4 tornam visível uma perda sucessiva; a falta de cereal e vinho interrompe as ofertas em 1:9–13. O toque da trombeta em 2:1 aproxima a calamidade do dia do Senhor. Em 2:12–17, o apelo ao retorno envolve coração, jejum e assembleia, inclusive crianças e sacerdotes. A promessa de 2:28–32 estende o espírito a filhos, filhas, idosos e jovens. No capítulo 3, imagens de colheita e vale do julgamento culminam numa Jerusalém habitada.
Resumo por partes
1: Joel manda contar às gerações a devastação causada pelos gafanhotos. Vinha, figueira e campos são atingidos; sacerdotes perdem as ofertas habituais. A convocação a lamentar alcança agricultores e habitantes, e a oração final liga a seca ao sofrimento dos animais (1:2–20).
2: A trombeta anuncia um dia ameaçador e uma força descrita como exército. O profeta chama o povo a voltar-se ao Senhor e os sacerdotes a interceder. Depois vêm a resposta de compaixão, a restauração da colheita e a promessa do espírito acompanhada por sinais celestes (2:1–32).
3: Deus reúne povos para julgamento por sua violência contra Judá. A linguagem de ceifa e lagar intensifica a cena, mas o fim anuncia refúgio para o povo e uma terra regada, com o Senhor habitando em Sião (3:1–21).
Recepção e numeração
Joel integra o Livro dos Doze na Bíblia hebraica e os profetas menores nos Antigos Testamentos cristãos. Atos 2:16–21 retoma a promessa do espírito que nesta edição está em Joel 2:28–32. Na numeração usada pela USCCB, a mesma passagem é 3:1–5. A diferença é editorial e não indica conteúdo ausente neste arquivo.
Fontes
- United States Conference of Catholic Bishops, The Book of Joel: Introduction (s.d.).