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Autoria, data e contexto
A inscrição chama o profeta de Naum, o elcosita, sem localizar com segurança sua cidade. O alvo do livro é Nínive, capital assíria. A referência à queda de Nô-Amom, ou Tebas, em 3:8–10 e o anúncio da ruína de Nínive situam a profecia entre esses acontecimentos do século VII a.C. A data precisa da composição não é conhecida.
Estrutura dos três capítulos
O primeiro capítulo apresenta o poder do Senhor sobre a natureza e anuncia alívio para Judá. O segundo descreve o ataque à cidade, sua fuga e seu saque. O terceiro explica a sentença contra a cidade violenta e termina com uma pergunta dirigida aos que sofreram sob seu domínio.
Temas e passagens-chave
Em 1:2–7, a linguagem da tempestade une julgamento e refúgio: o mesmo Deus que enfrenta seus adversários conhece os que nele confiam. O mensageiro de 1:15 anuncia paz a Judá. A imagem do leão em 2:11–13, aplicada à antiga força de Nínive, é invertida pela destruição de sua toca. Em 3:1, a acusação de sangue, mentira e saque dá o motivo moral do ataque narrado.
Resumo por partes
No capítulo 1, a visão passa da manifestação divina à promessa de quebrar o jugo assírio sobre Judá. No capítulo 2, invasores avançam, as defesas cedem e os moradores fogem; o tesouro da cidade é levado. No capítulo 3, a cidade recebe a acusação de violência e exploração. A lembrança da derrota de Tebas contesta a ideia de que uma fortaleza não pode cair. O encerramento descreve governantes ausentes e um povo disperso, sem oferecer uma cena de reconstrução para Nínive.
Recepção e transmissão
Naum integra o conjunto dos Doze Profetas na Bíblia hebraica e nos Antigos Testamentos cristãos. A tradição transmitiu seus três capítulos como oráculo contra Nínive. Sua celebração da queda de um império deve ser lida junto da acusação explícita de crueldade no capítulo 3; o texto fala a partir da experiência de povos submetidos à Assíria.
Fontes
- Emil G. Hirsch e Ira Maurice Price, Nahum, Book of (1906).
- Emil G. Hirsch e J. F. McLaughlin, Nahum (1906).