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Identificação, data e contexto
P52, também catalogado como P. Ryl. Gr. 457, é um pequeno fragmento de um códice de papiro grego conservado na John Rylands Library, em Manchester. Ele contém partes de João 18 nos dois lados. O CSNTM o cataloga como manuscrito do século II; essa indicação é paleográfica, baseada na comparação da escrita. Brent Nongbri ressalta que a data frequentemente repetida de cerca de 125 d.C. aparenta uma precisão que esse método não pode fornecer. O fragmento é uma cópia do Evangelho, não o autógrafo de João nem uma obra composta por quem o copiou.
Estrutura das duas partes nesta edição
O arquivo do site organiza o material em duas partes editoriais. A primeira, chamada anverso, apresenta João 18:31–33: Pilatos devolve a questão às autoridades judaicas, ouve que não lhes é permitido executar ninguém e pergunta a Jesus se é rei dos judeus. A segunda, chamada verso, apresenta João 18:37–38: Jesus fala de seu testemunho da verdade e Pilatos responde com sua pergunta. Essas unidades não são capítulos originais do papiro; o manuscrito preserva somente fragmentos de linhas, enquanto o texto corrido mostrado aqui é uma reconstrução de leitura.
Temas e passagens-chave
A pergunta sobre realeza em 18:33 prepara a resposta de 18:37, na qual Jesus vincula sua vinda ao testemunho da verdade. A pergunta de Pilatos em 18:38 fica no outro lado do fragmento. A passagem entre anverso e verso não preserva todos os versículos intermediários no objeto. A inscrição em ambos os lados é relevante para reconhecê-lo como folha de códice e impede tratá-lo como uma folha completa do Evangelho.
Resumo por partes
Parte 1, anverso: A conversa sobre quem pode julgar e executar Jesus leva Pilatos a entrar novamente no pretório. Ele então formula a pergunta sobre a realeza de Jesus (João 18:31–33).
Parte 2, verso: Pilatos volta à questão do rei. Jesus responde que veio testemunhar a verdade e diz que quem é da verdade ouve sua voz; Pilatos pergunta o que é a verdade (João 18:37–38). O intervalo entre as duas faces pertence ao capítulo 18 de João, mas não aparece como uma terceira parte no arquivo local.
Recepção e valor do manuscrito
P52 é estudado como testemunha material da circulação do Evangelho de João em grego. Sua conservação em Manchester e a digitalização permitem examinar o objeto, enquanto o texto de João pertence à tradição manuscrita mais ampla do Novo Testamento. A datação aproximada ajuda a situar a cópia; sozinha, não fixa o ano de composição do Evangelho nem estabelece que P52 seja, sem margem de dúvida, o mais antigo manuscrito cristão sobrevivente. Seu alcance textual se limita a partes de João 18:31–33 e 18:37–38.
Fontes
- Center for the Study of New Testament Manuscripts, Manuscript P52 (s.d.).
- Brent Nongbri, Palaeography, Precision and Publicity: Further Thoughts on P.Ryl. iii.457 (P52) (2020).