LUX VERITAS

Biblioteca de Textos Sagrados

Apócrifos

1 Esdras

Esdras Grego

9 capítulos · leitura e narração

Capítulos

Nota de leitura

Texto apócrifo ou pseudepígrafo — não faz parte do cânone das igrejas ocidentais, mas circulou amplamente entre judeus e cristãos antigos. Texto em inglês: King James Version, Apocrypha, I Esdras (London: Robert Barker, 1611), King James Version translators, 1611 (domínio público). Português e espanhol: tradução do Lux Veritas a partir dessa edição.

Fonte: King James Version, Apocrypha, I Esdras (London: Robert Barker, 1611), King James Version translators (1611) · domínio público

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Autoria, data e contexto

1 Esdras reconta acontecimentos da monarquia final de Judá e da volta do exílio sob governantes persas. Seu título associa a obra a Esdras, personagem que surge no fim, mas não identifica o compilador. A obra grega reúne material paralelo a 2 Crônicas, Esdras e Neemias, com outra ordem e com o debate dos guardas de Dario. Sua composição precisa e a história de suas fontes continuam discutidas; o tempo dos acontecimentos narrados não é uma data segura para a redação.

Estrutura dos nove capítulos

O capítulo 1 parte da Páscoa de Josias e chega à queda de Jerusalém. Em 2, o decreto de Ciro abre o retorno, mas cartas adversárias interrompem a construção. O concurso dos guardas ocupa 3–4. As listas de retornados, o altar e as dificuldades aparecem em 5; 6–7 acompanham autorização, conclusão e dedicação do templo. Em 8–9, Esdras chega, enfrenta o problema dos casamentos e lê a Lei ao povo.

Temas e passagens-chave

A Páscoa de 1:1–22 situa o culto no início da narrativa, antes da destruição. Em 3:4–12, três guardas propõem medir a força do vinho, do rei e das mulheres; a defesa da verdade em 4:34–41 torna o debate um caminho para a petição de reconstrução. A resposta de Dario em 4:42–63 liga sabedoria verbal a uma decisão política. A leitura pública da Lei em 9:37–55 encerra a obra com ensino comunitário, não com uma vitória militar.

Resumo por partes

1–2: Josias celebra a Páscoa, morre após enfrentar o Egito e é seguido por reis sob pressão estrangeira. Jerusalém cai. Ciro permite o regresso e devolve objetos do templo; depois, uma denúncia ao rei detém a obra.

3–5: No banquete de Dario, guardas disputam qual poder é maior. Zorobabel conclui que a verdade prevalece e pede apoio para Jerusalém. Seguem preparativos, nomes dos repatriados e o início do trabalho sob oposição.

6–9: Uma investigação confirma o decreto favorável, o templo é terminado e a Páscoa celebrada. Esdras recebe autorização para ensinar a Lei; após a questão dos casamentos, ele a lê diante da assembleia, que responde com atenção e alegria.

Recepção e cânon

A numeração varia: este livro é chamado 1 Esdras em muitas edições inglesas e Esdras A na tradição grega, mas 3 Esdras em edições latinas católicas. Aparece em manuscritos antigos da Septuaginta; foi posto em apêndice na Vulgata oficial posterior. Essas designações não devem ser confundidas com o livro de Esdras do cânon hebraico, que aqui também possui entrada própria. A cena dos três guardas é o trecho que mais claramente distingue esta recontagem dos seus paralelos bíblicos.

Fontes

Dossiê

Uma versão alternativa da volta do exílio, com um episódio que não existe em nenhum livro canônico: três guardas do rei da Pérsia apostam quem escreve a frase mais verdadeira sobre o que é mais forte no mundo.

De onde vem este texto

Grego, provavelmente do século II a.C., traduzido de um original semítico. Recobre material de 2 Crônicas, Esdras e Neemias, mas em outra ordem e com o acréscimo do debate dos três guardas.

Por que não está na Bíblia

Canônico na Igreja Ortodoxa grega, onde é chamado simplesmente de Esdras A. Fora do cânone católico e protestante, embora conste como apêndice em algumas edições da Vulgata.

O que você vai encontrar

  • O debate dos três guardas: um diz que o vinho é o mais forte, outro que é o rei, o terceiro que são as mulheres — e a verdade acima de todos.
  • Zorobabel ganha a disputa e pede como prêmio a reconstrução de Jerusalém.
  • A festa da Páscoa de Josias abre o livro com uma cena de restauração litúrgica em grande escala.

Perguntas frequentes

1 Esdras é o mesmo que o livro de Esdras da Bíblia?
Não. Cobre parte do mesmo material, em ordem diferente, e acrescenta o episódio do debate dos três guardas, que não existe no Esdras canônico.

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