LUX VERITAS

Biblioteca de Textos Sagrados

Apócrifos · Capítulo 1 de 14

Atos de Tomé 1

Feitos do Apóstolo

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Naquele tempo, todos nós, os apóstolos, estávamos em Jerusalém: Simão, que é chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, o Cananita; e Judas, irmão de Tiago. E repartimos as regiões do mundo, para que cada um de nós fosse para a região que lhe coube por sorte e para a nação à qual o Senhor o enviara. Segundo a sorte, pois, a Índia coube a Judas Tomé, que também é chamado o Gêmeo; contudo, ele não queria ir, dizendo que, por causa da fraqueza da carne, não podia viajar, e: «Sou homem hebreu; como poderei ir entre os indianos e pregar a verdade?» E, enquanto assim arrazoava e falava, o Salvador apareceu-lhe de noite e disse-lhe: «Não temas, Tomé; vai para a Índia e prega ali a palavra, pois a minha graça é contigo». Mas ele não quis obedecer, dizendo: «Para onde quer que queiras enviar-me, envia-me, mas para outro lugar; pois para os indianos não irei».

2E, enquanto ele assim falava e pensava, sucedeu que ali se achava certo mercador chegado da Índia, cujo nome era Abanes, enviado da parte do rei Gundafóro, e tendo dele ordem para comprar um carpinteiro e levá-lo a ele. Ora, o Senhor, vendo-o passear na praça ao meio-dia, disse-lhe: «Queres comprar um carpinteiro?» E ele respondeu: «Sim». Disse-lhe o Senhor: «Tenho um escravo que é carpinteiro e desejo vendê-lo». E, assim dizendo, mostrou-lhe Tomé de longe, e concordou com ele pelo preço de três libras de prata sem cunho, e lavrou a escritura de venda, dizendo: «Eu, Jesus, filho de José, o carpinteiro, declaro haver vendido o meu escravo, por nome Judas, a ti, Abanes, mercador de Gundafóro, rei dos indianos». E, ultimada a escritura, o Salvador tomou Judas Tomé e conduziu-o a Abanes, o mercador; e Abanes, vendo-o, disse-lhe: «É este o teu senhor?» E o apóstolo respondeu: «Sim, ele é o meu Senhor». E ele disse: «Eu te comprei dele». E o apóstolo calou-se.

3E no dia seguinte, o apóstolo levantou-se cedo e, tendo orado e suplicado ao Senhor, disse: «Irei para onde quiseres, Senhor Jesus; seja feita a tua vontade». E partiu para junto de Abanes, o mercador, não levando consigo coisa alguma, exceto o seu preço. Pois o Senhor lho dera, dizendo: «O teu preço esteja contigo, juntamente com a minha graça, para onde quer que fores». E o apóstolo encontrou Abanes embarcando a sua bagagem no navio; e ele também começou a ajudá-lo a embarcá-la. E, tendo entrado no navio e assentando-se, Abanes interrogou o apóstolo, dizendo: «Que ofício sabes exercer?» E ele respondeu: «Em madeira, sei fazer arados, jugos e brocas, e barcos, e remos para barcos, e mastros e roldanas; e em pedra, colunas, templos e tribunais para reis». E Abanes, o mercador, disse-lhe: «Em verdade, é de um artífice assim que temos necessidade». Começaram, pois, a navegar de regresso à sua pátria; e tiveram vento favorável, e navegaram prosperamente até chegarem a Andrápolis, uma cidade real.

4E, descendo do navio, entraram na cidade; e eis que havia som de flautas e órgãos hidráulicos, e trombetas soavam ao redor deles; e o apóstolo perguntou, dizendo: «Que festa é esta que há nesta cidade?» E os que ali estavam disseram-lhe: «A ti também os deuses trouxeram para te alegrares nesta cidade. Pois o rei tem uma filha única e hoje a dá em casamento a um esposo; este regozijo, portanto, e esta assembléia de núpcias de hoje é a festa que vês. E o rei enviou arautos para proclamar por toda parte que todos venham às bodas, ricos e pobres, servos e livres, forasteiros e cidadãos; e se alguém se recusar e não vier às bodas, prestará contas disto perante o rei». E Abanes, ouvindo isto, disse ao apóstolo: «Vamos nós também, para não ofendermos o rei, máxime sendo nós forasteiros». E ele disse: «Vamos». E, depois de se hospedarem na estalagem e descansarem por um breve espaço, foram às bodas; e o apóstolo, vendo todos reclinados, deitou-se também no meio deles, e todos olhavam para ele como para um forasteiro e vindo de terra estranha; mas Abanes, o mercador, sendo seu amo, deitou-se noutro lugar.

5E, enquanto eles ceavam e bebiam, o apóstolo nada provou; disseram-lhe, pois, os que estavam ao redor dele: «Por que vieste aqui, se nada comes nem bebes?» Mas ele respondeu-lhes, dizendo: «Vim aqui para algo maior do que o comer ou o beber, e para que eu cumpra a vontade do rei. Pois os arautos proclamam a mensagem do rei, e quem não der ouvidos aos arautos estará sujeito ao julgamento do rei». Tendo eles, pois, ceado e bebido, trouxeram-lhes grinaldas e ungüentos; e cada um tomou do ungüento, ungindo um a face, outro a barba e outro outras partes do seu corpo; o apóstolo, porém, ungiu o alto da sua cabeça e pôs um pouco sobre as suas narinas, deitou-o em seus ouvidos, tocou com ele os seus dentes e ungiu cuidadosamente as partes ao redor do seu coração; e a coroa que lhe trouxeram, tecida de mirto e de outras flores, ele a tomou e a pôs sobre a sua cabeça, e pegou numa vara de cálamo e a segurou em sua mão. Ora, a tocadora de flauta, tendo a sua flauta na mão, passava diante de todos eles e tocava; mas, quando chegou ao lugar onde estava o apóstolo, parou diante dele e tocou sobre a sua cabeça por um longo tempo; e esta tocadora de flauta era hebreia de nascimento.

6E, continuando o apóstolo a olhar para o chão, um dos copeiros estendeu a mão e deu-lhe uma bofetada; e o apóstolo levantou os olhos, olhou para aquele que o ferira e disse: «O meu Deus perdoar-te-á esta iniqüidade na vida futura, mas neste mundo manifestará ele as suas maravilhas, e já agora hei de ver esta mão que me feriu ser arrastada por cães». E, havendo dito isto, começou a entoar este cântico: «A donzela é a filha da luz, na qual reside e habita o fulgor sublime dos reis, e a sua vista é deleitosa, resplandecente em formosura e alegria. As suas vestes são como as flores da primavera, e delas se exala um aroma suave; no alto da sua cabeça está entronizado o rei, que com o seu alimento imortal nutre aqueles que nele estão fundados; sobre a sua cabeça está estabelecida a verdade, e com os seus pés ela manifesta a alegria. A sua boca está aberta e isto lhe convém: trinta e dois são os que lhe cantam louvores. A sua língua é como o véu da porta, que se move para lá e para cá diante dos que entram; o seu colo foi formado à semelhança dos degraus que o primeiro artífice lavrou; as suas duas mãos acenam e proclamam a dança das eras bem-aventuradas, e os seus dedos apontam para as portas da cidade. O seu aposento resplandece de luz e exala o perfume do bálsamo e de todas as especiarias, difundindo um aroma suave de mirra e folhas da Índia; por dentro, há mirtos espalhados pelo chão e grinaldas de toda sorte de flores odoríferas, e os umbrais estão ornados com canas».

7«E ao redor dela os seus paraninfos a guardam, cujo número é sete, os quais ela mesma escolheu. E as suas damas de honra são sete, e dançam diante dela. E doze em número são os que servem perante ela e lhe são sujeitos, os quais têm o seu intento e o seu olhar postos no esposo, para que pela sua visão sejam iluminados; e para sempre estarão com ela naquele gozo eterno, e estarão naquelas bodas às quais os príncipes estão congregados, e comparecerão ao banquete do qual os eternos foram julgados dignos, e vestir-se-ão de trajes reais e serão cingidos de vestes resplandecentes; e em gozo e exultação estarão ambos, e glorificarão o Pai de todos, cuja luz sublime receberam, sendo iluminados pela presença do seu Senhor; cujo manjar imortal receberam, que jamais desfalece, e beberam do vinho que não traz sede nem cobiça. E glorificaram e louvaram com o Espírito vivente ao Pai da verdade e à mãe da sabedoria».

8E, tendo cantado e terminado este cântico, todos os que ali estavam presentes fitavam os olhos nele; ele, porém, calava-se, e viram que a sua aparência havia mudado; mas o que fora dito por ele não compreenderam, porquanto ele era hebreu e o que dizia fora falado em língua hebraica. Somente a tocadora de flauta ouviu tudo, pois era de raça hebraica; e, afastando-se dele, tocou para os demais, mas a maior parte do tempo fitava os olhos nele, pois muito o amava como varão da sua própria nação; além disso, a sua aparência era formosa sobremaneira em comparação com todos os que ali estavam. E, tendo a tocadora de flauta tocado para todos e concluído, assentou-se defronte dele, fitando-o e contemplando-o atentamente. Mas ele para homem algum olhava, nem prestava atenção a ninguém, senão que conservava os seus olhos postos no chão, aguardando o momento em que pudesse partir dali. Mas o copeiro que o esbofeteara desceu ao poço para tirar água; e sucedeu que ali estava um leão, o qual o matou e o deixou caído naquele lugar, tendo despedaçado os seus membros; e logo os cães arrebataram os seus pedaços, e entre eles um cão negro, levando a mão direita dele na boca, trouxe-a para o lugar do banquete.

9E todos, vendo isso, ficaram atônitos e indagavam qual deles havia desaparecido. E, tornando-se manifesto que era a mão do copeiro que batera no apóstolo, a tocadora de flauta quebrou a sua flauta, lançou-a fora, e foi assentar-se aos pés do apóstolo, dizendo: «Este homem ou é um deus ou um apóstolo de Deus; pois eu o ouvi dizer em língua hebraica: 'Já agora hei de ver a mão que me feriu ser arrastada por cães', coisa que vós também acabais de presenciar; pois, segundo ele disse, assim aconteceu». E alguns creram nela, e outros não. Mas o rei, ouvindo isto, veio e disse ao apóstolo: «Levanta-te, vem comigo e ora por minha filha; pois ela é minha filha unigênita e hoje a entrego em casamento». O apóstolo, contudo, não queria ir com ele, pois o Senhor ainda não se lhe havia revelado naquele lugar. Mas o rei conduziu-o contra a sua vontade ao quarto nupcial, para que orasse por eles.

10E o apóstolo pôs-se em pé, começou a orar e a falar deste modo: «Meu Senhor e meu Deus, que caminhas com os teus servos, que guias e corriges os que crêem em ti, refúgio e repouso dos oprimidos, esperança dos pobres e redentor dos cativos, médico das almas enfermas e salvador de toda a criação, que dás vida ao mundo e confortas as almas; tu conheces as coisas futuras e por nosso intermédio as realizas: tu, Senhor, és aquele que revela os mistérios ocultos e torna manifestas as palavras secretas: tu, Senhor, és o plantador da boa árvore, e de tuas mãos são geradas todas as boas obras: tu, Senhor, és aquele que está em todas as coisas e por todas passa, e estás presente em todas as tuas obras e te manifestas na operação de todas elas. Jesus Cristo, Filho de compaixão e perfeito Salvador, Cristo, Filho do Deus vivente, poder invencível que derribou o inimigo, e voz que foi ouvida pelos governadores e fez tremer todos os seus poderes; embaixador que foste enviado das alturas e desceste até ao inferno, que abriste as portas e tiraste de lá os que por muitas eras estavam encerrados no tesouro das trevas, e lhes mostraste o caminho que conduz ao alto: suplico-te, Senhor Jesus, e ofereço-te prece por estes jovens, para que faças por eles aquilo que lhes for de proveito e lhes seja conveniente e útil». E, impondo sobre eles as mãos, disse: «O Senhor seja convosco»; e, deixando-os naquele lugar, retirou-se.

11E o rei ordenou aos paraninfos que saíssem da câmara nupcial; e, tendo todos saído e estando as portas fechadas, o noivo levantou a cortina da câmara nupcial para conduzir a noiva a si. E viu o Senhor Jesus na semelhança de Judas Tomé, falando com a noiva; o mesmo que há pouco os abençoara e se retirara de diante deles, o apóstolo; e o noivo disse-lhe: «Não saíste à vista de todos? Como, pois, te achas aqui?» Mas o Senhor disse-lhe: «Eu não sou Judas, que também é chamado Tomé, mas sou o seu irmão». E o Senhor assentou-se sobre o leito, mandou que eles também se assentassem em cadeiras e começou a dizer-lhes:

12«Lembrai-vos, filhos meus, do que o meu irmão vos disse e do que vos entregou; e sabei isto: se vos abstiverdes desta união impura, tornar-vos-eis templos santos e puros, livres dos impulsos e das dores, visíveis e invisíveis, e não adquirireis os cuidados desta vida nem dos filhos, cujo fim é a perdição. E se, na verdade, tiverdes muitos filhos, por amor deles vos tornareis avarentos e cobiçosos, espoliando órfãos e defraudando viúvas, e procedendo assim sujeitar-vos-eis a graves castigos. Pois a maior parte dos filhos se torna inútil, oprimida pelos demônios, alguns às claras e outros secretamente; pois tornam-se loucos, ou atrofiados, ou cegos, ou surdos, ou mudos, ou paralíticos, ou insensatos; e, ainda que sejam sãos, tornar-se-ão vãos, praticando atos inúteis ou abomináveis, pois serão apanhados em adultério, homicídio, furto ou fornicação, e por todas estas coisas sereis afligidos. Se, porém, fordes persuadidos e guardardes as vossas almas castas perante Deus, nascer-vos-ão filhos vivos a quem estas manchas não tocarão, e vivereis sem cuidados, levando uma vida tranqüila, sem tristeza nem ansiedade, aguardando receber aquele matrimônio incorruptível e verdadeiro; e nele sereis vós os paraninfos, entrando naquela câmara nupcial que é cheia de imortalidade e luz».

13E, ouvindo os jovens estas coisas, creram no Senhor e entregaram-se a ele, e abstiveram-se do desejo impuro e assim perseveraram, passando a noite naquele lugar. E o Senhor retirou-se de diante deles, dizendo: «A graça do Senhor seja convosco». E, vinda a manhã, o rei veio ao encontro deles, preparou uma mesa e mandou-a trazer perante o noivo e a noiva. E encontrou-os assentados um defronte do outro, e o rosto da noiva achou descoberto, e o noivo estava grandemente alegre. E a mãe veio à noiva e disse: «Por que estás assentada assim, filha, e não te envergonhas, mas estás como se houvesses vivido com teu marido por longo tempo?» E o pai dela disse: «Por causa do teu grande amor para com teu marido, nem sequer te cobres com o véu?»

14E a noiva respondeu e disse: «Em verdade, meu pai, estou em grande amor, e rogo ao meu Senhor que o amor que percebi nesta noite permaneça comigo, e pedirei por aquele esposo de quem hoje tomei conhecimento; e por isso não mais me cobrirei com o véu, porque o véu da vergonha foi tirado de mim; e por isso não mais estou envergonhada nem confusa, porque a obra da vergonha e da confusão apartou-se para longe de mim; e não estou perturbada, porque o meu espanto não permaneceu comigo; e estou em júbilo e alegria, porque o dia do meu gozo não foi turbado; e desprezei este esposo e este casamento passageiro diante dos meus olhos, porque estou desposada em outro matrimônio; e não tive comércio com um esposo temporal, cujo fim é com lascívia e amargura de alma, porque estou unida a um verdadeiro Esposo».

15E, dizendo a noiva ainda mais do que isto, o noivo respondeu e disse: «Rendo-te graças, ó Senhor, que foste anunciado pelo estrangeiro e achado em nós; que me apartaste para longe da corrupção e semeaste a vida em mim; que me livraste desta enfermidade de difícil cura, que dura para sempre, e implantaste em mim uma saúde sóbria; que te mostraste a mim e me revelaste todo o meu estado em que me encontro; que me redimiste da queda e me conduziste ao que é melhor, libertando-me das coisas temporais e fazendo-me digno daquelas que são imortais e eternas; que te humilhaste até a mim e à minha pequenez, a fim de que me apresentasses à tua grandeza e me unisses a ti mesmo; que não retiveste a tua compaixão de mim, que estava prestes a perecer, mas me mostraste como buscar a mim mesmo e conhecer quem eu era, e quem e de que maneira sou agora, para que volte a ser o que era: a quem eu não conhecia, mas tu mesmo me buscaste; de quem eu não me apercebia, mas tu mesmo me acolheste; a quem contemplei, e agora não posso esquecer: cujo amor arde dentro de mim, e não posso expressá-lo dignamente, pois o que dele posso dizer é pouco e escasso, e não se ajusta à sua glória; contudo, ele não me censura por ousar dizer-lhe até aquilo que não sei, pois é por causa do seu amor que chego a dizer tudo isto».

16Ora, ouvindo o rei estas coisas da boca do noivo e da noiva, rasgou as suas vestes e disse aos que estavam junto a ele: «Saí depressa e percorrei toda a cidade, prendei e trazei-me aquele homem encantador que por desgraça entrou nesta cidade; pois com as minhas próprias mãos o trouxe a esta casa e mandei-o orar sobre esta minha filha desventurada; e a quem o achar e o trouxer a mim, dar-lhe-ei tudo quanto me pedir». Saíram, pois, e andaram à procura dele, mas não o acharam, porque ele já havia embarcado. Foram também à estalagem onde ele se hospedara e encontraram ali a tocadora de flauta chorando e aflita porque ele não a levara consigo. E, quando lhe contaram o que sucedera com os jovens, alegrou-se sobremaneira ao ouvi-lo, desfez-se da sua tristeza e disse: «Agora também eu achei descanso aqui». E levantou-se e foi para junto deles, e permaneceu com eles muito tempo, até que instruíram também o rei. E muitos dos irmãos ali se congregavam, até que ouviram novas do apóstolo, de que ele chegara às cidades da Índia e ali ensinava; e partiram e uniram-se a ele.

Palavras deste capítulo

O que estas palavras diziam no original — e onde mais elas aparecem.

Sobre Atos de Tomé

Texto apócrifo ou pseudepígrafo — não faz parte do cânone das igrejas ocidentais, mas circulou amplamente entre judeus e cristãos antigos. Texto em inglês: The Apocryphal New Testament, Acts of Thomas, M. R. James, 1924 (domínio público). Português e espanhol: tradução do Lux Veritas a partir dessa edição.

Fonte: The Apocryphal New Testament, Acts of Thomas, M. R. James (1924) · domínio público