O preguiçoso é comparado a uma pedra imunda, e todos o expulsarão com assobios para a sua vergonha.
2O preguiçoso é comparado à imundícia de um monturo; todo homem que a levanta sacode a mão.
3O filho mal-educado é a desonra do pai que o gerou; e a filha insensata nasce para o seu prejuízo.
4A filha sábia trará herança ao seu marido; mas a que vive desonestamente é o pesar do seu pai.
5A atrevida desonra o pai e o marido, e ambos a desprezarão.
6Uma conversa fora de tempo é como música no luto; mas os açoites e a correção da sabedoria nunca estão fora de tempo.
7Quem ensina o insensato é como quem cola um caco de barro, e como quem desperta alguém de um sono profundo.
8Quem conta uma história ao insensato fala a alguém que dormita; quando tiver acabado, ele dirá: Que foi?
9Se os filhos vivem honestamente e têm com que viver, cobrirão a baixeza dos seus pais.
10Mas os filhos soberbos, por desdém e falta de educação, mancham a nobreza da sua linhagem.
11Chora pelo morto, porque perdeu a luz; e chora pelo insensato, porque lhe falta entendimento; chora pouco pelo morto, porque está em descanso; mas a vida do insensato é pior do que a morte.
12Sete dias choram os homens pelo que morreu; mas pelo insensato e pelo ímpio, todos os dias da sua vida.
13Não fales muito com o insensato, nem vás ter com quem não tem entendimento; guarda-te dele, para que não tenhas aborrecimento, e nunca serás contaminado com as suas loucuras; aparta-te dele, e acharás descanso, e nunca serás inquietado pela sua demência.
14Que há mais pesado do que o chumbo? E qual é o seu nome, senão insensato?
15A areia, e o sal, e uma massa de ferro são mais fáceis de levar do que um homem sem entendimento.
16Como o madeiramento cingido e atado num edifício não se solta com o abalo, assim o coração firmado em conselho ponderado nunca temerá.
17O coração assentado num pensamento de entendimento é como um belo reboco na parede de uma galeria.
18As estacas postas num lugar alto nunca resistirão ao vento; assim o coração medroso, na imaginação do insensato, não pode resistir a temor algum.
19Quem fere o olho faz cair lágrimas; e quem fere o coração o faz mostrar o seu sentimento.
20Quem atira uma pedra às aves as espanta; e quem lança em rosto ao seu amigo rompe a amizade.
21Ainda que tenhas puxado a espada contra o teu amigo, não desesperes; pois pode haver volta ao favor.
22Se abriste a boca contra o teu amigo, não temas; pois pode haver reconciliação; exceto pelo insulto, ou a soberba, ou a revelação de segredos, ou a ferida traiçoeira; pois por estas coisas todo amigo se afastará.
23Sê fiel ao teu próximo na sua pobreza, para que te alegres na sua prosperidade; permanece firme com ele no tempo da sua angústia, para que sejas herdeiro com ele na sua herança; pois nem sempre se deve desprezar a condição humilde, nem ter em admiração o rico insensato.
24Como o vapor e o fumo da fornalha vêm antes do fogo, assim as injúrias antes do sangue.
25Não me envergonharei de defender um amigo, nem me esconderei dele.
26E, se algum mal me acontecer por causa dele, todo aquele que o ouvir se guardará dele.
27Quem porá guarda diante da minha boca e um selo de sabedoria sobre os meus lábios, para que eu não caia de repente por eles, e a minha língua não me destrua?