Dizendo estas coisas e muitas outras, encheu-se de coragem e júbilo, e o seu semblante refulgiu de graça, de sorte que não apenas não fraquejou, perturbado pelo que se dizia, mas ao contrário o procônsul ficou pasmo e enviou o seu arauto para proclamar três vezes no meio do estádio: 'Policarpo confessou ser cristão'.
2Proclamado isto pelo arauto, toda a multidão de gentios e de judeus que habitavam em Esmirna bradou com ira incontida e em altos brados: 'Este é o mestre da Ásia, o pai dos cristãos, o destruidor dos nossos deuses, aquele que ensina a muitos a não sacrificar nem adorar!' Bradando tais coisas, pediram a Filipe, o asiarca, que soltasse um leão contra Policarpo. Mas ele disse que já não lhe era lícito fazê-lo, visto haver encerrado os combates de feras.
3Resolveram então unanimes gritar para que Policarpo fosse queimado vivo. Pois cumpria que se cumprisse a visão que lhe fora manifestada acerca do seu travesseiro, quando o viu arder enquanto orava, e, voltando-se aos fiéis que com ele estavam, profetizou: 'Cumpre que eu seja queimado vivo'.