LUX VERITAS

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Apócrifos · Capítulo 17 de 22

Martírio de Policarpo 17

Ato dos Mártires

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Mas o Maligno, invejoso e ciumento, adversário da linhagem dos justos, vendo a magnitude de seu martírio e a sua vida irrepreensível desde o princípio, e que ele fora coroado com a coroa da imortalidade e recebera um prêmio incontestável, envidou esforços para que nem o seu corpo nos fosse entregue, embora muitos desejassem recebê-lo e tocar em sua santa carne.

2Incitou, pois, Nicetes, pai de Herodes e irmão de Alce, a rogar ao magistrado que não entregasse o corpo, 'para não suceder', diziam eles, 'que abandonem o Crucificado e comecem a adorar a este'. E diziam isto por instigação dos judeus, que vigiavam quando íamos retirá-lo da fogueira; ignorando eles que nós jamais poderemos abandonar a Cristo, que sofreu pela salvação de todos os redimidos do mundo, o Inocente pelos pecadores, nem adorar a outro qualquer.

3Pois a Ele nós adoramos, sendo Ele o Filho de Deus; mas aos mártires amamos dignamente como discípulos e imitadores do Senhor, pelo seu incomparável afeto ao seu Rei e Mestre; de quem oxalá sejamos nós também feitos companheiros e condiscípulos.

Palavras deste capítulo

O que estas palavras diziam no original — e onde mais elas aparecem.

Sobre Martírio de Policarpo

O relato de testemunha ocular da morte do bispo de Esmirna no estádio, com a resposta que ficou: oitenta e seis anos servindo a Cristo, como blasfemar dele agora? Texto em inglês: The Apostolic Fathers, Martyrdom of Polycarp (1891), J. B. Lightfoot, 1891 (domínio público). Português e espanhol: tradução do Lux Veritas a partir dessa edição.

Fonte: The Apostolic Fathers, Martyrdom of Polycarp (1891), J. B. Lightfoot (1891) · domínio público