Perguntei-lhe sobre as quatro cores que a fera tinha na cabeça. E ela respondeu e me disse: “De novo és curioso quanto a tais assuntos.” “Sim, senhora,” disse eu, “dá-me a conhecer o que são.” “Escuta,” disse ela: “o preto é o mundo em que habitamos; mas a cor de fogo e de sangue indica que o mundo deve perecer por sangue e fogo; mas a parte dourada sois vós que escapastes deste mundo.
2Pois, assim como o ouro é provado pelo fogo e assim se torna útil, assim sois provados vós que nele habitais. Os que, portanto, permanecem firmes e passam pelo fogo serão purificados por ele. Pois, assim como o ouro lança fora a sua escória, assim também vós lançareis fora toda tristeza e angústia e sereis feitos puros, de modo a ajustar-vos à construção da torre. Mas a parte branca é a era que há de vir, na qual habitarão os eleitos de Deus, pois os eleitos por Deus para a vida eterna serão imaculados e puros.
3Por isso não cesses de dizer estas coisas aos ouvidos dos santos. Este é, pois, o tipo da grande tribulação que há de vir. Se assim quiserdes, não será nada. Lembrai-vos daquelas coisas que foram escritas antes.” E, dizendo isto, retirou-se. Mas não vi para que lugar se retirou. Houve, porém, um ruído, e voltei-me com sobressalto, pensando que aquela fera vinha.