Aconteceu então que, estando os discípulos sentados juntos no Monte das Oliveiras, falando destas palavras e regozijando-se com grande alegria, e exultando sobremaneira e dizendo uns aos outros: "Bem-aventurados somos nós antes de todos os homens que estão sobre a terra, porque o Salvador nos revelou isto, e nós recebemos a Plenitude e a total consumação", — diziam isto uns aos outros, enquanto Jesus estava assentado um pouco afastado deles.
2E aconteceu então, no décimo quinto dia da lua no mês de Tíbi, que é o dia em que a lua está cheia, naquele mesmo dia, quando o sol havia saído em seu curso, que surgiu atrás dele um grande poder de luz que brilhava com extremo fulgor, e não havia medida para a luz a ele unida. Pois provinha da Luz das luzes, e provinha do último mistério, que é o vigésimo quarto mistério, de dentro para fora — aqueles que se acham nas ordens do segundo espaço do Primeiro Mistério. E aquele poder de luz desceu sobre Jesus e o cercou inteiramente, enquanto ele estava assentado afastado de seus discípulos, e resplandeceu extraordinariamente, e não havia medida para a luz que estava sobre ele.
3E os discípulos não viram a Jesus por causa da grande luz em que ele estava, ou que o cercava; pois os seus olhos se escureceram por causa da grande luz em que ele se achava. Mas viram tão-somente a luz, a qual emitia muitos raios luminosos. E os raios de luz não eram semelhantes uns aos outros, mas a luz era de natureza diversa e de feitio diverso, de baixo para cima, sendo um raio mais excelente do que o outro, numa grande e incomensurável glória de luz; e estendia-se desde debaixo da terra até o próprio céu. E quando os discípulos viram aquela luz, caíram em grande temor e grande perturbação.