Quando o pecador se ensoberbeceu, com um aríete derrubou muralhas fortificadas, E tu não o refreaste.
2Nações estrangeiras subiram ao teu altar, Pisaram-no com soberba com as suas sandálias;
3Porque os filhos de Jerusalém tinham profanado as coisas santas do Senhor, Tinham contaminado com iniquidades as ofertas de Deus.
4Por isso ele disse: Lançai-os para longe de mim;
5Foi tido em nada diante de Deus, Foi completamente desonrado;
6Os filhos e as filhas estavam em duro cativeiro, Selado (?) (estava) o seu pescoço, marcado a ferro (?) (estava) entre as nações.
7Conforme os seus pecados ele lhes fez, Pois os deixou nas mãos dos que prevaleceram.
8Desviou o seu rosto, sem ter piedade deles, Jovens e velhos e os seus filhos juntamente;
9Pois todos tinham feito o mal, sem dar ouvidos.
10E os céus se irritaram, E a terra os abominou;
11Pois nenhum homem sobre ela tinha feito o que eles fizeram, E a terra reconheceu todos os teus justos juízos, ó Deus.
12Fizeram dos filhos de Jerusalém objeto de escárnio em retribuição pelas prostitutas que nela havia; Todo viandante entrava em plena luz do dia.
13Escarneceram com as suas transgressões, como eles mesmos costumavam fazer; Em plena luz do dia revelaram as suas iniquidades. E as filhas de Jerusalém foram contaminadas conforme o teu juízo, Porque se tinham contaminado com relações contra a natureza. Sinto dor nas minhas entranhas e nas minhas vísceras por estas coisas.
14(E contudo) eu te justificarei, ó Deus, com retidão de coração, Pois nos teus juízos se (manifesta) a tua justiça, ó Deus.
15Pois retribuíste aos pecadores conforme as suas obras, Sim, conforme os seus pecados, que eram muito perversos.
16Descobriste os seus pecados, para que o teu juízo fosse manifesto; Apagaste o seu memorial da terra.
17Deus é um juiz justo, E não faz acepção de pessoas.
18Pois as nações afrontaram Jerusalém, pisoteando-a; A sua beleza foi arrastada do trono de glória.
19Cingiu-se de pano de saco em vez de roupa elegante, Uma corda (estava) em torno da sua cabeça em vez de coroa.
20Despiu o diadema glorioso que Deus tinha posto sobre ela, Em desonra foi lançada a sua beleza por terra.
21E eu vi e supliquei ao Senhor e disse: Basta, ó Senhor, de a tua mão pesar sobre Israel, trazendo as nações sobre (eles).
22Pois zombaram sem piedade em ira e furiosa cólera; E darão cabo de tudo, a menos que tu, ó Senhor, os repreendas na tua ira.
23Pois não o fizeram por zelo, mas por cobiça da alma, Derramando a sua ira sobre nós com vistas à rapina.
24Não tardes, ó Deus, em retribuir-lhes sobre (as suas) cabeças, Para converter a soberba do dragão em desonra.
25E não tive de esperar muito até que Deus me mostrou o insolente Morto nos montes do Egito, Estimado em menos que o menor, em terra e mar;
26O seu corpo (também) levado de cá para lá sobre as ondas com muita insolência, Sem ninguém que o sepultasse, porque ele o tinha rejeitado com desonra.
27Não refletiu que era homem, E não refletiu sobre o fim;
28Disse: Serei senhor da terra e do mar; E não reconheceu que é Deus quem é grande, Poderoso na sua grande força.
29Ele é rei sobre os céus, E julga reis e reinos.
30(É ele) quem me firma em glória, E derruba os soberbos para a destruição eterna em desonra, Porque não o conheceram.
31E agora vede, ó príncipes da terra, o juízo do Senhor, Pois um rei grande e justo (é ele), que julga (tudo) o que está debaixo do céu.
32Bendizei a Deus, vós que temeis ao Senhor com sabedoria, Pois a misericórdia do Senhor estará sobre os que o temem, no Juízo;
33De modo que ele distinguirá entre o justo e o pecador, (E) retribuirá aos pecadores para sempre conforme as suas obras;
34E terá misericórdia do justo, (livrando-o) da aflição do pecador, E retribuindo ao pecador pelo que fez ao justo.
35Pois o Senhor é bom para os que o invocam com paciência, Agindo conforme a sua misericórdia para com os seus piedosos, Estabelecendo-os em todo tempo diante dele com força.
36Bendito seja o Senhor para sempre diante dos seus servos.