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Apócrifos

Testamento de Salomão

Controle de Demônios

1 capítulo · leitura e narração

Capítulos

Nota de leitura

Texto apócrifo ou pseudepígrafo — não faz parte do cânone das igrejas ocidentais, mas circulou amplamente entre judeus e cristãos antigos. Texto em inglês: The Testament of Solomon, Jewish Quarterly Review 11 (1898), F. C. Conybeare, 1898 (domínio público). Português e espanhol: tradução do Lux Veritas a partir dessa edição.

Fonte: The Testament of Solomon, Jewish Quarterly Review 11 (1898), F. C. Conybeare (1898) · domínio público

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Autoria, data e contexto

A narrativa fala em primeira pessoa como se Salomão descrevesse a construção do Templo, mas sua atribuição ao rei é literária. A obra grega reúne tradições sobre demônios, anjos e o poder atribuído ao nome divino. A data da compilação é debatida: Conybeare defendeu um núcleo judaico antigo com acréscimos cristãos; McCown propôs uma compilação do início do século III d.C. com material judaico anterior. Nenhuma dessas hipóteses transforma a obra em testemunho escrito pelo Salomão bíblico.

Estrutura do texto nesta edição

O acervo apresenta o Testamento em um capítulo com 130 trechos, seguindo a sequência da tradução de Conybeare. Primeiro, Ornias aflige um trabalhador e Salomão recebe um anel. Depois, interrogatórios sucessivos identificam espíritos e os submetem a tarefas ligadas ao Templo. A narrativa encerra com a perda do poder do rei, ligada à idolatria, e com uma advertência aos leitores.

Temas e passagens-chave

O anel recebido após a oração introduz o domínio de Salomão sobre Ornias. As perguntas dirigidas aos espíritos procuram nomes, males atribuídos a eles e anjos capazes de detê-los; são afirmações da narrativa antiga, não descrições médicas. A construção do Templo depende, nesse enredo, do trabalho imposto aos demônios. O desfecho desloca o foco do poder para sua perda: o governante que dominava espíritos passa a ser retratado como vulnerável ao próprio desejo.

Resumo por partes

No início do capítulo único, um jovem empregado na obra perde alimento e forças por causa de Ornias. Salomão ora, recebe de Miguel um anel e o usa para obrigar o espírito a comparecer. Em seguida convoca Belzebu e muitos outros, fazendo perguntas sobre suas ações e impondo-lhes trabalho. A longa série de encontros inclui espíritos associados a enfermidades, astros e lugares diferentes. Perto do fim, a obra do Templo se completa, mas Salomão cede à exigência de cultuar outros deuses para obter uma mulher. A glória e a autoridade se afastam dele; por isso ele escreve seu testamento como aviso.

Recepção e manuscritos

O texto pertence à literatura pseudepigráfica, fora dos cânones bíblicos judaico e cristãos usuais. Crawford Howell Toy registrou a publicação do texto grego por Fleck no século XIX e observou sinais de alteração por copistas. A forma aqui lida não deve ser confundida com os livros canônicos atribuídos a Salomão; sua utilidade histórica está em documentar tradições posteriores sobre o rei e os espíritos.

Fontes

Dossiê

O relato em que Salomão recebe um anel com o selo de Deus e passa a interrogar, um por um, os demônios que constroem o Templo de Jerusalém à força — cada um dizendo seu nome, o que faz e o que o derrota.

De onde vem este texto

Grego, com datação estimada entre os séculos I e III d.C. e acréscimos posteriores. É um texto de fronteira: mistura tradição judaica sobre Salomão, magia greco-egípcia e astrologia, e existe em recensões que divergem bastante entre si.

Por que não está na Bíblia

Fora de qualquer cânone, e nunca sequer discutido para isso. É literatura de exorcismo e magia, não Escritura — mas é a fonte mais antiga e organizada da demonologia que o Ocidente herdou.

O que você vai encontrar

  • Cada demônio é interrogado no mesmo formato: nome, poder, estrela a que se liga e o anjo que o anula.
  • O anel de Salomão, com o selo, é o objeto de onde vem toda a tradição posterior do selo salomônico.
  • Os trinta e seis decanos, ligados aos graus do zodíaco, aparecem aqui com nomes e doenças que causam.
  • O livro termina com a queda do próprio Salomão, arrastado por uma paixão — a construção do Templo não o protege.

Perguntas frequentes

O Testamento de Salomão é um livro de magia?
É um texto sobre exorcismo e controle de demônios, escrito em forma de testamento. Foi usado como fonte por tradições mágicas posteriores, mas se apresenta como narrativa da construção do Templo.
Salomão realmente escreveu esse livro?
Não. É pseudepígrafo, escrito muitos séculos depois e atribuído a ele por ser a figura bíblica associada à sabedoria e ao domínio sobre os espíritos.

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