LUX VERITAS

Biblioteca de Textos Sagrados

Apócrifos

3 Baruque

Apocalipse Grego

18 capítulos · leitura e narração

Nota de leitura

Texto apócrifo ou pseudepígrafo — não faz parte do cânone das igrejas ocidentais, mas circulou amplamente entre judeus e cristãos antigos. Texto em inglês: The Greek Apocalypse of Baruch, in The Apocrypha and Pseudepigrapha of the Old Testament, vol. II, H. Maldwyn Hughes, 1913 (domínio público). Português e espanhol: tradução do Lux Veritas a partir dessa edição.

Fonte: The Greek Apocalypse of Baruch, in The Apocrypha and Pseudepigrapha of the Old Testament, vol. II, H. Maldwyn Hughes (1913) · domínio público

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Autoria, data e contexto

3 Baruque, também chamado Apocalipse Grego de Baruque, põe na voz do escriba associado a Jeremias uma resposta imaginada à destruição de Jerusalém. O autor real é desconhecido. Stefan Beyerle considera provável que a base grega tenha surgido no século II d.C. e observa afinidades com o judaísmo da diáspora egípcia; a redação transmitida também contém intervenções cristãs. A narrativa começa com o lamento de Baruque e troca a pergunta sobre a cidade destruída por uma visita guiada aos céus. Seu cenário antigo não é uma data de autoria.

Estrutura dos dezoito capítulos

Os capítulos 1–3 apresentam o lamento, o guia angélico e a primeira esfera celeste. Em 4–6, Baruque vê outra região e pergunta sobre a árvore, a serpente e o mundo subterrâneo. Os capítulos 7–10 acompanham o sol, a ave que o protege, o poente e a lua. Em 11–18, a visita chega às esferas superiores, onde aparecem aves, anjos portadores de obras humanas e Miguel; no fim, Baruque retorna ao ponto de partida. Esta divisão segue os 18 capítulos do arquivo local, cuja numeração não coincide necessariamente com a de todas as edições acadêmicas.

Temas e passagens-chave

A pergunta de 2:2 sobre a cidade incendiada move a revelação. A transformação dos construtores da torre em 3 e o relato da árvore em 4 relacionam transgressão e condição presente do mundo. A ave que acompanha a carruagem solar em 7–9 torna a ordem cósmica visível por imagens, não por uma descrição científica. Nos capítulos 12–17, cestos cheios ou vazios representam as ações humanas levadas perante Miguel; o julgamento aparece ligado àquilo que as pessoas fizeram. O percurso responde ao sofrimento coletivo de Jerusalém com uma visão de ordem e avaliação moral.

Resumo por partes

1–6: Baruque chora a queda de Jerusalém; um anjo promete mostrar mistérios. A viagem passa por portas celestes, pelos responsáveis pela torre e por explicações acerca da árvore, da serpente e do Hades.

7–10: O guia mostra a carruagem do sol, uma ave que enfrenta seu calor e o movimento até o poente. Depois Baruque observa a chegada da noite, a lua e as estrelas.

11–18: A visão se volta aos céus superiores. Aves junto a uma planície precedem o encontro com anjos que apresentam as obras dos homens a Miguel. Há anjos que chegam com cestos cheios, outros chorando ou sem ofertas; seguem resposta e distribuição de óleo. O mensageiro devolve Baruque ao lugar inicial, e a revelação termina com louvor.

Recepção e manuscritos

O texto chegou em uma versão grega mais longa e outra eslavônica mais breve. A Jewish Encyclopedia registra que a versão eslavônica às vezes conserva uma leitura melhor, apesar de ser abreviada. Beyerle aponta, por exemplo, a passagem sobre o sangue de Deus em 4:15 como acréscimo cristão ausente do eslavônico, e sugere reelaboração cristã na cena de Miguel. Portanto, nem toda formulação do grego preservado deve ser atribuída sem ressalvas à primeira forma do livro. 3 Baruque é distinto do livro de Baruque, de 2 Baruque e de 4 Baruque e não pertence ao cânon bíblico usual.

Fontes

Dossiê

A subida de Baruque por cinco céus, guiado por um anjo, enquanto chora pela ruína de Jerusalém — e o que ele encontra em cada um deles não é o que esperava.

De onde vem este texto

Grego, estimado no século II d.C., preservado também em eslavo, com diferenças entre as duas tradições. Também chamado de Apocalipse Grego de Baruque.

Por que não está na Bíblia

Fora de todos os cânones, sem registro de ter sido cogitado.

O que você vai encontrar

  • A árvore que desencaminhou Adão é identificada pelo anjo: a videira, plantada por Sammael.
  • A Fênix aparece com nome e função, e o texto para tudo para perguntar do que ela se alimenta.
  • A carruagem do sol, puxada por anjos, e o calor que precisa ser absorvido para a terra não queimar.
  • O quinto céu, onde as virtudes dos homens são recolhidas e medidas.

Perguntas frequentes

Quantos céus existem em 3 Baruque?
Cinco, na versão preservada — número diferente dos sete céus de 2 Enoque e do terceiro céu de Paulo. As tradições antigas não concordam entre si sobre isso.

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