O anjo me disse: ["Abraão!" E eu disse: "Aqui estou, teu servo."
2E ele disse: "Sabe, de agora em diante, que o Eterno te escolheu, Ele a quem amas; tem coragem e usa esta autoridade, até onde eu te ordenar, contra aquele que difama a verdade; não seria eu capaz de envergonhar aquele que espalhou pela terra os segredos do céu e se rebelou contra o Poderoso?
3Dize-lhe: 'Sê tu a brasa ardente da Fornalha da terra; vai, Azazel, às regiões inacessíveis da terra'; [pois tua herança será sobre os que existem contigo, nascidos com as estrelas e as nuvens, com os homens cuja porção tu és e (que) existem por teu intermédio; e tua inimizade é justificação.
4Por essa razão, por tua perdição, desaparece de diante de mim."
5E proferi as palavras que o anjo me ensinara.
6E ele disse: "Abraão!" E eu disse: "Aqui estou, teu servo."] E o anjo me disse: "Não lhe respondas, pois Deus lhe deu poder (lit. vontade) sobre aqueles que lhe respondem."
7[E o anjo falou comigo uma segunda vez e disse: "Agora, porém, por mais que ele te fale, não lhe respondas, para que sua vontade não tenha curso livre em ti, porque o Eterno e Poderoso lhe deu peso e vontade; não lhe respondas."
8Fiz o que o anjo me ordenara;] e, por mais que ele me falasse, nada lhe respondi.