Quando quiseres fazer o bem, sabe a quem o fazes; assim te serão agradecidos os teus benefícios.
2Faze o bem ao homem piedoso, e acharás recompensa; e, se não dele, ao menos do Altíssimo.
3Nenhum bem pode vir ao que está sempre ocupado no mal, nem ao que não dá esmola.
4Dá ao homem piedoso, e não ajudes o pecador.
5Faze bem ao humilde, mas não dês ao ímpio; retém o teu pão e não lho dês, para que com ele não te domine; pois de outro modo receberás o dobro de mal por todo o bem que lhe tiveres feito.
6Pois o Altíssimo odeia os pecadores, e retribuirá vingança aos ímpios, e os guarda para o grande dia do seu castigo.
7Dá ao bom, e não ajudes o pecador.
8O amigo não se conhece na prosperidade, e o inimigo não se esconde na adversidade.
9Na prosperidade de um homem os inimigos se entristecem; mas na sua adversidade até o amigo se afasta.
10Nunca confies no teu inimigo; pois, como o ferro enferruja, assim é a sua maldade.
11Ainda que se humilhe e ande encurvado, toma cuidado e guarda-te dele, e serás para ele como quem limpou um espelho, e saberás que a sua ferrugem não foi de todo tirada.
12Não o ponhas junto de ti, para que, depois de te derrubar, não se levante em teu lugar; nem o deixes sentar-se à tua direita, para que não procure tomar o teu assento, e por fim te lembres das minhas palavras e sejas ferido por elas.
13Quem terá compaixão do encantador que é mordido pela serpente, ou de qualquer um que se aproxima das feras?
14Assim, quem terá compaixão daquele que vai ao pecador e se contamina com ele nos seus pecados?
15Por algum tempo ficará contigo; mas, se começares a cair, não se demorará.
16O inimigo fala docemente com os lábios, mas no seu coração imagina como lançar-te numa cova; chorará com os olhos, mas, se achar ocasião, não se saciará de sangue.
17Se a adversidade vier sobre ti, acharás que ele chegou primeiro; e, ainda que finja ajudar-te, te minará.
18Balançará a cabeça, e baterá palmas, e murmurará muito, e mudará o semblante.