Ouvir este estudo
Autoria, data e contexto
Os títulos desta coleção atribuem os Salmos 151–153 a Davi, o 154 a Ezequias e o 155 ao retorno autorizado por Ciro. São enquadramentos literários, não provas de autoria nem datas de composição. Os cinco poemas circularam em coleções siríacas; versões hebraicas de 151, 154 e 155 também aparecem entre os manuscritos do mar Morto. Essa distribuição impede tratar os cinco como obra de um único autor conhecido.
Estrutura dos cinco salmos
O arquivo deste site apresenta um salmo por capítulo. O primeiro recorda o pastoreio, a escolha de Davi e o encontro com o filisteu. Os capítulos 2–3 formam um par: pedido de socorro diante do leão e do lobo, seguido de ação de graças pela libertação. O quarto reúne louvor público e instrução sobre sabedoria. O quinto é uma súplica por atenção, perdão e restauração de Israel.
Temas e passagens-chave
Em 1:5–8, a unção e o combate deslocam Davi do rebanho para a vida pública. O perigo enfrentado pelo pastor domina 2:1–6; a resposta de gratidão em 3:1–6 dá à mesma lembrança outra voz. Em 4:1–8, louvar na assembleia se associa a ouvir a sabedoria. O capítulo 5:1–10 insiste na oração de quem busca auxílio, enquanto seu fim pede libertação para Israel. Os cabeçalhos de 4 e 5 fazem parte da forma recebida aqui e não bastam para identificar seus compositores.
Resumo por partes
1–3: Davi é descrito como o menor entre os irmãos e como cuidador do rebanho. O relato passa da unção à vitória sobre o filisteu; dois poemas seguintes ampliam a cena pastoril, primeiro como ameaça de feras e depois como agradecimento pela proteção.
4–5: A comunidade é convocada ao louvor e à atenção à sabedoria. A oração final muda para a primeira pessoa aflita e termina com um pedido que alcança o povo de Israel.
Recepção e manuscritos
O Salmo 151 aparece também na tradição grega dos Salmos, com relação textual complexa com o testemunho hebraico. Os Salmos 152–153 são conhecidos sobretudo por sua transmissão siríaca; 154–155 possuem testemunhos hebraicos no rolo de Salmos da caverna 11 de Qumran. Portanto, o conjunto numerado 151–155 reúne histórias de transmissão diferentes. Ele não corresponde simplesmente a cinco salmos adicionais de um mesmo manuscrito hebraico.