LUX VERITAS

Biblioteca de Textos Sagrados

Apócrifos

Trânsito de Maria

Dormição da Virgem

1 capítulo · leitura e narração

Capítulos

Nota de leitura

Texto apócrifo ou pseudepígrafo — não faz parte do cânone das igrejas ocidentais, mas circulou amplamente entre judeus e cristãos antigos. Texto em inglês: Ante-Nicene Fathers, vol. 8 (Buffalo: Christian Literature Publishing Co., 1886), Passing of Mary, First Latin Form, Alexander Walker, 1886 (domínio público). Português e espanhol: tradução do Lux Veritas a partir dessa edição.

Fonte: Ante-Nicene Fathers, vol. 8 (Buffalo: Christian Literature Publishing Co., 1886), Passing of Mary, First Latin Form, Alexander Walker (1886) · domínio público

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Autoria, data e contexto

O arquivo apresenta a Primeira Forma Latina da Passagem de Maria, uma narrativa anônima sobre sua morte e o destino de seu corpo. Não identifica um autor histórico nem permite fixar a data desta redação apenas pelo enredo. Alexander Walker publicou uma tradução dessa forma entre escritos apócrifos. A obra põe palavras na boca de Jesus, de Maria e dos apóstolos; são elementos da narrativa, não transcrições verificáveis de acontecimentos apostólicos.

Estrutura do capítulo único

O site reúne a história inteira em um capítulo com 72 trechos numerados. Nos trechos iniciais, Maria pede aviso antes de morrer e recebe uma palma. A reunião dos apóstolos e a despedida ocupam a parte central. Depois vêm o cortejo, a oposição ao sepultamento, a tumba e o episódio de Tomé. A forma local é a Primeira Forma Latina; a edição de Walker também imprime uma Segunda Forma Latina, que não deve ser fundida com esta.

Temas e passagens-chave

A palma recebida antes da partida serve de sinal visível durante o cortejo. A chegada extraordinária dos apóstolos reúne testemunhas em torno do leito de Maria. O ataque ao esquife e a cura posterior transformam a hostilidade em reconhecimento dentro da história. A ausência do corpo no túmulo e o cinto mostrado por Tomé conduzem ao desfecho. Cada cena exprime a fé do narrador; o texto não fornece documentação independente para os detalhes da morte de Maria.

Resumo por partes

Trechos 1–24: Maria pede a Jesus aviso sobre sua partida. Recebe a palma, convoca conhecidos e acolhe João quando ele chega para acompanhá-la.

Trechos 25–48: os demais apóstolos aparecem, vigiam e oram. Após a morte, levam o corpo em cortejo; opositores tentam interrompê-lo, e um homem ligado ao ataque perde o uso das mãos antes de pedir ajuda.

Trechos 49–72: o corpo é posto no túmulo. Tomé chega depois, relata o que viu e apresenta um cinto; os outros voltam ao sepulcro e não encontram o corpo. A narrativa termina com louvor e afirmação de fé.

Recepção e limites históricos

Relatos do trânsito de Maria circularam em formas diferentes, como mostram as duas versões latinas publicadas por Walker. A Catholic Encyclopedia distingue a crença e a festa da Assunção dos detalhes apócrifos: considera incertos o dia, o ano e a maneira da morte de Maria. Assim, esta forma latina documenta uma tradição narrativa, sem transformar cada episódio em fato histórico comprovado.

Fontes

Dossiê

A morte de Maria com os apóstolos reunidos ao redor da cama — trazidos em nuvens de onde estivessem pregando, para que nenhum faltasse.

De onde vem este texto

Grego e latim, dos séculos V ou VI d.C., com muitas versões em siríaco, copta, árabe e etíope. É o conjunto de textos por trás da festa da Dormição no Oriente e da Assunção no Ocidente.

Por que não está na Bíblia

Fora de todos os cânones, e listado entre os apócrifos no decreto gelasiano. Ainda assim, é a fonte narrativa de uma das maiores festas do calendário cristão.

O que você vai encontrar

  • Os apóstolos chegam em nuvens, cada um interrompido no meio de uma pregação em outro continente.
  • Tomé chega atrasado de novo — detalhe que a tradição posterior explorou.
  • A cena da alma de Maria entregue nas mãos do Filho, que a arte bizantina fixou.

Perguntas frequentes

A Assunção de Maria está na Bíblia?
Não. Nenhum livro bíblico narra o fim da vida de Maria. As narrativas vêm deste conjunto de textos apócrifos dos séculos V e VI.

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