Em seguida veio examinar as pedras brancas e arredondadas e me disse: “Que faremos com estas pedras?” “Como hei de sabê-lo, senhor?” respondi.
2“Não tens intenções a respeito delas?” “Senhor,” respondi, “não conheço esta arte, nem sou canteiro, nem posso dizer.” “Não vês,” disse, “que são extremamente redondas? e se quiser torná-las retangulares, grande parte delas terá de ser cortada; pois algumas delas devem por necessidade ser postas na construção.” “Se, portanto,” disse eu, “devem, por que te atormentas e não escolhes de uma vez para a construção as que preferes e as ajustas nela?” Escolheu as maiores dentre elas e as brilhantes e talhou-as; e as virgens as carregaram e as ajustaram nas partes externas da construção.
3E as restantes que sobraram foram levadas e depositadas na planície de onde foram trazidas. Não foram, porém, rejeitadas, “porque,” disse, “resta ainda uma pequena adição a ser construída na torre. E o senhor desta torre quer que todas as pedras sejam ajustadas na construção, porque são extremamente brilhantes.” E foram chamadas doze mulheres, muito belas de forma, vestidas de negro e de cabelos desgrenhados. E estas mulheres me pareceram ferozes.
4Mas o Pastor mandou-lhes que levantassem as pedras que foram rejeitadas da construção e as levassem para os montes de onde tinham sido trazidas. E elas ficaram alegres e levaram todas as pedras e as puseram no lugar de onde tinham sido tiradas. Ora, depois que todas as pedras foram removidas e já não havia uma só jazendo ao redor da torre, disse: “Demos a volta à torre e vejamos se há algum defeito nela.” Assim dei a volta à torre juntamente com ele.
5E o Pastor, vendo que a torre estava lindamente construída, alegrou-se extremamente; pois a torre estava edificada de tal modo que, ao vê-la, cobicei a sua construção, pois estava construída como se feita de uma só pedra, sem uma só junção. E a pedra parecia como talhada da rocha; tendo para mim o aspecto de um monólito.